Documenta Pantanal promoverá leilão para captar investimentos em prol de brigadas na região

Foto: Araquem Alcantara

 

A destruição de grandes áreas do Pantanal, por incêndios, ganhou cobertura da mídia nacional e internacional nos últimos tempos. 2020, foi um ano especialmente trágico para a região, que sofreu com mais de 30% de seu território sendo completa ou parcialmente destruído pelas chamas. Graças a um conjunto de ações oficiais e voluntárias a expansão do fogo foi controlada, mas, para além dos estragos no bioma – muitos deles com prazos indeterminados para recuperação –, o risco de novas crises são ameaças constantes a moradores, fauna e flora.

Utilizando-se da ação contínua da iniciativa Documenta Pantanal, que atua em documentação, desenvolvimento e preservação do ecossistema por meio de diferentes ações, um grupo de mulheres sensíveis à causa e reconhecidas em seus respectivos nichos de atuação tanto na contínua defesa do Pantanal quanto no âmbito cultural e, particularmente, no mercado das artes plásticas, concebeu o projeto de se promover um leilão com obras de arte expressivas  (em diversas linguagens) de artistas contemporâneos renomados e atuantes, que tem por meta captar R$ 1 milhão, que será utilizado em brigadas rurais anti-incêndio.

Foto: Luciano Candisani

 

Unidas por esse desafio, Fernanda Feitosa, Mari Stockler, Mônica Guimarães, Paula Azevedo, Susana Steinbruch, Teresa Bracher e Monica Tinoco, vêm trabalhando na captação de doações de obras, junto a artistas e colecionadores, que serão oferecidas a lance pelo leiloeiro Aloísio Cravo na plataforma Arremate. De acordo com o cronograma, o processo de coleta das obras irá até hoje, 31 de março. Depois disso será produzido um catálogo, que será lançado virtualmente em 1º de maio. Com a meta de atingir o valor estimado, o leilão irá ocorrer em 26/05, às 20h. O montante arrecadado permitirá ao SOS Pantanal investir em equipamento, formação e manutenção de brigadas voluntárias anti-incêndios na região pelo período de três anos.

Foto: Marina Klink

 

Nesse sentido, a instituição está articulando a conexão de uma rede de brigadas rurais voluntárias que já atuam em diferentes localidades do bioma (3 em Poconé, 2 em Corumbá, 2 em Barão de Melgaço, 2 na Chapada dos Guimarães e 1 em Santo Antonio de Leverger), compondo a Brigadas Pantaneiras. Além desses dez grupos (cada um deles com uma média de 12 pessoas), o SOS Pantanal, ainda irá apoiar outras duas equipes, uma em Miranda e outra em Aquidauana. Um luxo!

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